“A virtude de um Homem não deve ser avaliada pelo que ele fez de grandioso, e sim, pelo que ele faz de comum.”

Celso Leal (anote este nome)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Grupo responsável pelo Brasil Econômico estuda criação de jornal em Brasília

O grupo de mídia português Ongoing, administrador do jornal Brasil Econômico, estuda a criação de um jornal na capital federal, Brasília. A empresa realiza estudo para implantar o modelo editorial do veículo, que ainda não tem data definida para lançamento no mercado.


Segundo Ricardo Galuppo -diretor de redação do Brasil Econômico -a expectativa é de que a cobertura do veículo seja diferente a do principal jornal da cidade, o Correio Braziliense. O veículo terá foco nacional, partindo de Brasília.


O projeto do grupo português, ainda "em estudo" e sem nome definido, ocorre três meses após o lançamento do Brasil Econômico. Criado em outubro de 2009, o veículo chegou às bancas com a promessa de formar "uma segunda opinião" no Jornalismo econômico, após o fim da Gazeta Mercantil.

Acaba um janeiro trágico na cidade, no Brasil e no mundo

Ufa! Ainda bem que acabou… Que mês de janeiro mais trágico este de 2010 ! No momento em que escrevo, às 10 da manhã deste domingo, não chove em São Paulo, um solzinho até ameaça aparecer entre as nuvens, mas a previsão do tempo que leio nos jornais é de mais chuva hoje, amanhã, depois de amanhã. Até quando?


Vocês são testemunhas de que sempre procuro aqui no Balaio falar também de coisas boas, evitar o catastrofismo generalizado na imprensa e dar alguma esperança aos leitores a cada novo dia.


Está difícil. O ano começou com a tragédia de Angra dos Reis, que matou mais de 60 pessoas, a destruição da cidade histórica de São Luiz do Paraitinga, o terromoto do Haiti, com seus quase 200 mil mortos, e atravessou janeiro com as enchentes em São Paulo, que ainda não acabaram, e matam mais gente a cada dia.


Se você abre o jornal ou liga a televisão, é só notícia ruim, desgraça, milhares de famílias que perderam parentes e as casas onde moravam, cenas de destruição e dor por toda parte.


Aqui em São Paulo, nada indica que teremos uma trégua. Ao contrário, deve ficar ainda mais difícil circular pela cidade a partir de segunda-feira, com o reinício das aulas e a volta de quem estava de férias. Não é difícil imaginar o que vai acontecer com as Marginais, ainda em obras, quando todos os carros retornarem à cidade, ainda mais se continuar chovendo.


Nada, porém, se compara ao sofrimento das centenas de famílias que ainda vivem cercadas de água e esgoto na região do Jardim Pantanal, na zona leste, desde antes do Natal. Os que sobreviveram às enchentes nas periferias de São Paulo agora vão ter que reconstruir suas vidas, mais uma vez.


Não seria o caso de a sociedade civil e o poder público lançarem uma campanha tipo “SOS São Paulo”, um grande mutirão de de solidariedade, a exemplo do que foi feito em Angra, em São Luiz do Paraitinga e no Haiti? Sem querer comparar tragédias, o fato é que uma parcela cada vez maior da população de São Paulo está precisando de ajuda urgente, mas ninguém se toca, nem sabe como fazer.


Fica a sugestão. Com a palavra, sua excelência, o leitor.


Bom domingo para todos.


Autor: Ricardo Kotscho