“A virtude de um Homem não deve ser avaliada pelo que ele fez de grandioso, e sim, pelo que ele faz de comum.”

Celso Leal (anote este nome)

sábado, 30 de outubro de 2010

Último debate termina sem confronto entre candidatos


Último debate termina sem confronto entre candidatos


- O último ato da campanha eleitoral não refletiu o acirramento do segundo turno - no debate na TV Globo, os candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) evitaram se atacar e, por causa do formato do programa, não abordaram temas polêmicos.

Em desvantagem nas pesquisas, Serra só fez críticas a Dilma e ao governo de forma indireta. Quando questionado sobre o tema corrupção, por exemplo, ele não citou o escândalo que derrubou Erenice Guerra da Casa Civil - em debates anteriores, o tucano sempre ressaltou as ligações entre a ex-ministra e a candidata do PT.

Dilma, que no começo do segundo turno adotou um discurso mais incisivo para barrar a eventual ascensão do adversário, também mudou de tom. No programa desta sexta-feira, ela evitou mencionar o tucano e procurou destacar realizações do governo Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal cabo eleitoral.

No programa, os candidatos foram sabatinados por eleitores indecisos que compareceram aos estúdios da Globo. Eles responderam a perguntas sobre segurança, saúde, educação e outros temas relacionados ao cotidiano da população. Não houve questões sobre privatizações, pré-sal e legalização do aborto, assuntos que foram destaque na campanha da segunda rodada da eleição.

A respeito da corrupção, Serra destacou que ela chegou a "níveis insuportáveis". Como forma de combater as irregularidades, o candidato destacou a necessidade de fortalecer as instituições fiscalizadoras, como o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público. "O exemplo tem de vir de cima. É preciso escolher bem as equipes e ser implacável com quem comete irregularidades, não passar a mão na cabeça", afirmou.

Dilma, na réplica, destacou a atuação da Polícia Federal no combate a casos de corrupção. Também apontou a importância da Controladoria Geral da União, órgão ligado à Presidência, "que foi responsável pela investigação no caso dos sanguessugas" - quadrilha que desviava verbas do Ministério da Saúde.

Em diversos momentos, a petista e o tucano apresentaram discursos convergentes. Ambos, por exemplo, destacaram a necessidade de valorizar os salários dos professores de escolas públicas e de reforçar o Sistema Único de Saúde.

Em relação à segurança pública, Serra defendeu a priorização do combate ao contrabando de armas e drogas. Defendeu ainda a formação de um cadastro nacional de criminosos, para que as forças de segurança dos distintos Estados tenham condições de monitorar a ação de quem cometeu crimes fora de sua área de abrangência.

Dilma afirmou que esse cadastro já existe, e que há iniciativas do governo para ampliar o banco de dados com informações da Justiça e do sistema penitenciário.

Em outro momento, a candidata do PT defendeu de forma enfática a desoneração da folha de pagamentos no País como forma de aumentar a criação e a formalização de empregos no País.

Serra, sobre esse tema, adotou tom mais cauteloso. "Vamos tirar o quê? O Fundo de Garantia, o INSS? Isso tem de ser muito meditado, porque não se pode perder receita."

O tucano criticou a política de saúde do atual governo, mas sem mencionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Nossa saúde andou para trás, o governo federal encolheu os recursos que empregava", afirmou.

A candidata petista reconheceu a existência de falhas no setor. "Temos problemas sérios de qualidade, e se a gente não reconhecer, não melhora." Ela prometeu criar unidades de pronto-atendimento que funcionem 24 horas por dia para desafogar os hospitais públicos.

Em relação às políticas sociais, Serra defendeu a interligação do Bolsa-Família com programas federais como o Saúde da Família. Também apontou a necessidade de investir em ensino profissionalizante e de criar outros estímulos para que as famílias progridam e não dependam da ajuda federal.

Nesse momento, Dilma fez uma crítica indireta ao adversário, ao afirmar que 300 mil famílias pobres em São Paulo não recebem o Bolsa-Família por falta de cadastramento - função que seria do Estado e dos municípios. "Em São Paulo, quem cuida dos pobres é o governo federal."


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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Uma nova etapa

Começou a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Para marcar esta nova etapa, na qual todos os olhos estarão voltados para TV, peço a sua atenção.
A sua participação é fundamental para nossa vitória!

Teremos ainda um mês e meio de campanha. Nesse período, precisamos do seu apoio no contato direto, pedindo votos para os amigos, parentes, vizinhos, colegas de trabalho e nas redes sociais (orkut, facebook, twitter, ning...etc). Esse é o diferencial da nossa campanha, ou seja a mobilização, pois temos

história, realizações e propostas.

Nosso partido agradece! 

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Lei de Diretrizes Orçamentárias (Aposentados)


Aumento real das aposentadorias garantido para 2011
Lula sanciona Lei de Diretrizes Orçamentárias
Aposentados 10/08/2010

O aumento real para aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo está garantido por lei também para o próximo ano. O presidente Lula sancionou hoje, 10, o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2011, conforme aprovada pelo Congresso Nacional no dia 7 de julho.
A COBAP, que participou de reuniões para a aprovação da LDO na Comissão Mista de Orçamentos, fará parte das negociações de novo índice de reajuste dos benefícios previdenciários, porém o resultado sairá somente após as eleições de outubro devido ao recesso branco no Congresso Nacional.
Aposentados e pensionistas comemoram mais uma vitória para o segmento. “Ainda temos muitas lutas pela frente para conseguirmos de fato dignidade para nossa categoria, mas a garantia de um aumento real já pode ser considerada um avanço”, afirmou o presidente da COBAP Warley Martins.
Para 2011, é prevista a meta de superávit primário de R$ 125, 5 bilhões, sendo R$ 81,76 bilhões para os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social e R$ 7,61 bilhões para o Programa de Dispêndios Globais. O texto foi publicado nesta terça-feira (10) no Diário Oficial da União.


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COMO O ELEITOR SE INFORMA PARA DECIDIR VOTAR!


1. O último Datafolha perguntou como os eleitores se informam para decidir seu voto. São duas formas de perguntar. Na primeira, o pesquisado cita apenas um meio. Na segunda, pode citar três. A internet sozinha fica com 7%, um número expressivo, pois se iguala ao rádio e se aproxima dos jornais, estes com 12%. Na segunda, a internet sobe para 27%. Claro, a TV, o grande veículo de massa, continua disparado em primeiro lugar: 65% e 88% respectivamente.

2. Mas há uma diferença: a TV é como se fosse uma chuva que atinge a todos. A internet é como uma mangueira de regar que só chega a pontos para onde é direcionada. Internet e Conversa com Amigos devem ser somadas. Uma é um boca a boca eletrônico e outra boca a boca direto. A soma na segunda pergunta alcança 59%. Mas a chuva da TV pode não chegar a quem está abrigado. Quem individualiza é a internet e a conversa entre amigos.

3. E ainda se acresce um dado fundamental. A comunicação direta via conversa com amigos e via internet tem um poder muito maior de transformar eleitores em multiplicadores, quando o eleitor passa a ser um indutor do voto. A TV espalha a informação. O boca a boca eletrônico ou direto fixa a informação, ou dispersa, subtrai o impacto ou multiplica.

4. (Folha SP, 28) A televisão é o principal meio de comunicação utilizado pelos eleitores brasileiros para se informar sobre os candidatos que disputam as eleições neste ano. Segundo o Datafolha, 65% dos entrevistados afirmam que a TV é a mídia preferida para obter informações. Os jornais aparecem em segundo lugar, com 12% de preferência, e a internet e o rádio vêm em terceiro, com 7% cada um. Conversas com amigos ou familiares são apontadas por 6%.


5. (Folha SP, 28) Quando o Datafolha pede para os entrevistados citarem três meios de comunicação usados para se informar: 27% mencionam a internet, que fica atrás de conversas com amigos e familiares (32%). A TV é lembrada por 88% e continua em primeiro lugar. Em segundo vêm os jornais, com 54%, e rádio aparece em terceiro, com 52%. O Datafolha ouviu 10.905 eleitores em 379 municípios de todo o país (exceto Roraima). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais./b>

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

A primeira pedrada




Roberto Freire*

Ameaçada de uma morte brutal, a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani conta apenas com a solidariedade internacional e a pressão das sociedades democráticas para continuar viva.


A dificuldade é que o Irã, hoje, está cada vez mais isolado no cenário internacional. É um país que não tem amigos, apenas cúmplices.

A diplomacia brasileira, no atual governo, tem-se revelado destituída de quaisquer princípios que historicamente nortearam nossas relações com outros países, aderindo - de maneira prazerosa, o que é indecoroso - à lógica pura e simples do business.

O presidente e o Ministério das Relações Exteriores exibem desenvoltura no trânsito com governos que contrariam não apenas os princípios democráticos, mas também os mais comezinhos direitos humanos na África, América Latina, Oriente Médio, onde quer que seja...

No caso de Sakineh, uma prática punitiva, oriunda de tempos remotos e primitivos, foi atualizada pelo regime teocrático do Irã. É um inadmissível atentado às conquistas da dignidade humana nos últimos três séculos.

Desde que foi instalado o novo regime no Irã, a perseguição política tornou-se regra. Os primeiros alvos, como sempre, foram os comunistas e socialistas; depois, o Estado teocrático voltou-se contra opositores, todas as espécies de minorias (religiosas, sexuais etc.), culminando com uma implacável sanha para cassar as conquistas das mulheres, tanto nos centros urbanos quanto nas zonas rurais.

A covarde violência que sofre Sakineh Ashtiani, coberta com o manto de uma tradição cultural, conforme justificam os próceres dessa teocracia medieval, na verdade é uma agressão a todas as mulheres. E a todos os seres humanos.

Nossa chancelaria já patrocinou espetacular escárnio, ao apoiar o Irã nos fóruns internacionais na controversa questão de sua política de desenvolvimento de um arsenal nuclear longe do controle da agência internacional responsável para garantir que não surjam novas armas nucleares.

Não bastasse esse absurdo, o governo do Brasil está agora a defender, junto à ONU, que a organização evite censurar os países que violam os direitos humanos!

Foram justamente os órgãos que compõem a ONU que, ao longo de décadas, contribuíram para que os países adotassem a carta de princípios que reconhece e garante os direitos humanos como elemento distintivo das democracias.

Por exemplo: foi por conta do trabalho de apoio a entidades humanitárias que o Brasil, no período da ditadura militar, teve que prestar contas de presos políticos, de mortos e desaparecidos pelo regime.

Nesses organismos, também, as forças de oposição conseguiram apoio para conseguir a democratização do país.

É justamente o apoio internacional que garante, aos que lutam por direitos humanos e democracia em seus países, um mínimo de segurança e visibilidade nas lutas que travam.

Para os que sofrem perseguição, tortura e ameaça de morte, a omissão das pessoas e dos governos é a primeira pedra que se atira no rosto da dignidade humana.

Liberdade e respeito a Sakineh Mohammadi Ashtiani!

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*Roberto Freire é presidente nacional do PPS. Este artigo foi publicado originariamente no jornal eletrônico Brasil Econômico, em 6.8.2010.







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quinta-feira, 25 de março de 2010

Os Nardoni e nós: o show midiático

Nem o Papa e a Madonna chegando juntos a um evento talvez não conseguissem atrair tantos jornalistas à sua volta. A fotografia publicada hoje pelos jornais mostrando o advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval, cercado por um mar de câmaras e microfones por todos os lados, ao chegar para mais uma etapa do julgamento, resume bem o show midiático montado no tribunal do Fórum de Santana.


Não se fala de outra coisa desde segunda-feira. A pergunta que me faço diante deste espetáculo: a imprensa mobilizou seus batalhões para atender a um interesse do público ou o público não fala de outra coisa diante da overdose da cobertura do julgamento em todas as mídias?


Na capa do jornal, no rádio do táxi, nos noticiários da televisão e da internet, o dia inteiro somos bombardeados com a trágica história da menina Isabella, de 5 anos, que morreu ao ser jogada pela janela do prédio onde morava, depois de ser espancada, segundo os peritos. Os acusados pelo crime, que chocou o país há dois anos, são o pai e a madrasta da menina.


A esta altura do campeonato, com todos os depoimentos que já foram feitos e as provas apresentadas pela polícia, não conheço ninguém, a não ser os advogados da defesa e a família dos acusados, que ainda tenha alguma dúvida sobre a responsabilidade de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá pela morte de Isabella.


Mais do que todas as perícias e testemunhos, foi a entrevista que os dois deram ao “Fantástico”, dias após o crime, e repetida esta semana no “Jornal Nacional”, que me deu a certeza de que não havia nenhuma outra pessoa no apartamento na hora do crime, como eles alegaram.


Em vez de se revoltarem e mostrarem indignação ao serem acusados pelo assassinato da menina, como qualquer pai faria, eles pareciam acuados, sempre na defensiva, tentando explicar o inexplicável.


Cabe agora à defesa apenas procurar atenuantes para o bárbaro crime, se é que isso ainda é possível, pois tudo caminha para a condenação dos dois à pena máxima, sem surpresas no julgamento. Mesmo assim, o interesse da imprensa e da população não arrefece, atraindo a cada dia novos personagens para a sala de julgamento e as imediações do tribunal, onde os jurados ora se emocionam, ora fazem força para não cair no sono.


Se o trabalho do promotor Francisco Cembranelli parece fácil neste caso, a tarefa da da defesa é um desafio quase impossível: provar a inocência dos réus por falta de provas. Isto ficou claro na terça-feira quando o juiz Maurício Fossem advertiu a defesa por chamar Alexandre Nardoni de vítima durante uma pergunta.


“A única vítima deste caso está morta”, cortou o juiz.


Roberto Podval, o advogado da defesa, ainda tentou argumentar, de forma patética, mas não convenceu ninguém:


“Todos são vítimas deste fatídico episódio”.


Todos quem? Como aqui ninguém é dono da verdade, deixo o veredicto para os senhores jurados, o que pode levar ainda alguns dias, e os leitores deste Balaio. Quem matou Isabella?


Autor: Ricardo Kotscho -

segunda-feira, 8 de março de 2010

Aécio Neves

Globo descobre o óbvio: Aécio é candidatíssimo
à presidência. É só José Serra sair logo da frente.


Cansada de brigar com a notícia e após descobrir que do mato do Serra não sai coelho, a Maison Marinho resolveu fazer o favor de fornecer a seus leitores um mínimo de verdade e informação correta. Ao fazer isto ela divulgou o que tenho noticiado neste blog há mais de um mês. O mérito não é meu que sou apenas um velho repórter político. O que há é que o Globo é a síntese do banditismo jornalístico e da desinformação deliberada.
Em sua edição de hoje, o Globo noticia, na página 2, que o staff de Serra começou a desconfiar das verdadeiras intenções de Aécio e a supor (imaginem só!) que o astuto mineiro está “tentando empurrar” o arrogante paulista “para fora do tatame presidencial”.
Tudo isto que só agora os incautos leitores do Globo estão sabendo foi urdido há exatos três meses, pelo próprio Aécio, em confabulações com Ciro Gomes e Tasso Jereissati (seus fraternos amigos cearenses) e mais Cesar Maia (o dono de fato do DEM), além do próprio presidente do PSDB, senador pernambucano Sérgio Guerra que, discreto, (durante as sucessivas reuniões) apenas balançava a cabeça e murmurava: “vou fazer de conta que não ouvi nada disso que vocês estão falando”.


O diagnóstico


O diagnóstico preliminar dos conspiradores era o de que Serra com sua prepotência e decorrente incompetência, estava pondo tudo a perder: enquanto Lula pulou na frente antecipando a campanha, carregando nas tintas ideológicas e transformando a eleição num plebiscito, a Oposição assistia a tudo paralisada pelo teimosia do submerso governador paulista que , monocórdio, repetia que só decidiria sobre sua candidatura em março.
Nesta época, o presidente nominal do DEM Rodrigo Maia ( filho do chefe Cesar) deu o primeiro aviso: “ Estamos no pior dos mundos, sem discurso e sem candidato”.


A ação


Ao diagnóstico, seguiu-se imediatamente a ação: Ciro foi a Minas, xingou Serra de “o Coiso” e declarou que gostaria de ser o vice de Aécio. Jereissati começou a falar mal da “ditadura” imposta pela cúpula paulista do PSDB e Aécio deu um ultimato a Serra, exigindo um definição até janeiro.
Janeiro chegou, Serra continuou enrolando e Aécio, com maestria, executou a segunda parte do plano: saiu do páreo com elegância, “renunciou” à candidatura presidencial, deixou claro que não seria vice e denunciou a falta de discurso, bem como a estratégia equivocada do partido.
A última parte da conspiração (que virou luta aberta e declarada) foi realizada há dois dias, em Belo Horizonte, durante a inauguração (como parte da homenagens a Tancredo no seu centenário), quando Serra foi estrepitosamente vaiado pelos tucanos mineiros quer exigiam “Minas na presidência”.
Aécio agora vai apenas aguardar. Já avisou que pode estudar a hipótese de sua candidatura à presidência, desde que ela venha no bojo de um movimento nacional (no âmbito oposicionista, é claro) e que “tenha cheiro de povo”. Há exatos vinte anos, seu avô Tancredo saiu do palanque das Diretas Já para uma vitoriosa eleição presidencial indireta.



terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Grupo responsável pelo Brasil Econômico estuda criação de jornal em Brasília

O grupo de mídia português Ongoing, administrador do jornal Brasil Econômico, estuda a criação de um jornal na capital federal, Brasília. A empresa realiza estudo para implantar o modelo editorial do veículo, que ainda não tem data definida para lançamento no mercado.


Segundo Ricardo Galuppo -diretor de redação do Brasil Econômico -a expectativa é de que a cobertura do veículo seja diferente a do principal jornal da cidade, o Correio Braziliense. O veículo terá foco nacional, partindo de Brasília.


O projeto do grupo português, ainda "em estudo" e sem nome definido, ocorre três meses após o lançamento do Brasil Econômico. Criado em outubro de 2009, o veículo chegou às bancas com a promessa de formar "uma segunda opinião" no Jornalismo econômico, após o fim da Gazeta Mercantil.

Acaba um janeiro trágico na cidade, no Brasil e no mundo

Ufa! Ainda bem que acabou… Que mês de janeiro mais trágico este de 2010 ! No momento em que escrevo, às 10 da manhã deste domingo, não chove em São Paulo, um solzinho até ameaça aparecer entre as nuvens, mas a previsão do tempo que leio nos jornais é de mais chuva hoje, amanhã, depois de amanhã. Até quando?


Vocês são testemunhas de que sempre procuro aqui no Balaio falar também de coisas boas, evitar o catastrofismo generalizado na imprensa e dar alguma esperança aos leitores a cada novo dia.


Está difícil. O ano começou com a tragédia de Angra dos Reis, que matou mais de 60 pessoas, a destruição da cidade histórica de São Luiz do Paraitinga, o terromoto do Haiti, com seus quase 200 mil mortos, e atravessou janeiro com as enchentes em São Paulo, que ainda não acabaram, e matam mais gente a cada dia.


Se você abre o jornal ou liga a televisão, é só notícia ruim, desgraça, milhares de famílias que perderam parentes e as casas onde moravam, cenas de destruição e dor por toda parte.


Aqui em São Paulo, nada indica que teremos uma trégua. Ao contrário, deve ficar ainda mais difícil circular pela cidade a partir de segunda-feira, com o reinício das aulas e a volta de quem estava de férias. Não é difícil imaginar o que vai acontecer com as Marginais, ainda em obras, quando todos os carros retornarem à cidade, ainda mais se continuar chovendo.


Nada, porém, se compara ao sofrimento das centenas de famílias que ainda vivem cercadas de água e esgoto na região do Jardim Pantanal, na zona leste, desde antes do Natal. Os que sobreviveram às enchentes nas periferias de São Paulo agora vão ter que reconstruir suas vidas, mais uma vez.


Não seria o caso de a sociedade civil e o poder público lançarem uma campanha tipo “SOS São Paulo”, um grande mutirão de de solidariedade, a exemplo do que foi feito em Angra, em São Luiz do Paraitinga e no Haiti? Sem querer comparar tragédias, o fato é que uma parcela cada vez maior da população de São Paulo está precisando de ajuda urgente, mas ninguém se toca, nem sabe como fazer.


Fica a sugestão. Com a palavra, sua excelência, o leitor.


Bom domingo para todos.


Autor: Ricardo Kotscho

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Desacelera, Lula, a vida não é feita só de Política

Até que demorou muito. Basta acompanhar a agenda do presidente da República, com todos os compromissos e viagens pelo Brasil e pelo mundo, para saber que é humanamente impossível alguém viver sempre com o pé no acelerador, fazendo vários discursos por dia, pulando de uma cidade para outra, dormindo cada hora num lugar diferente. Uma hora, a máquina pifa.

“Estou muito cansado, mas estou bem”, disse ele, ao chegar agora há pouco à sua casa, em São Bernardo do Campo, vindo do Recife, onde foi internado no final da noite desta quarta-feira com um quadro de hipertensão. Cercado pela família, que já estava à sua espera, Lula deve ficar em casa descansando hoje e amanhã. Sábado ou domingo, o presidente fará um check-up com seu médico, o cardiologista Roberto Kalil Filho, que conversou com ele ainda no aeroporto de Congonhas.

Em sete anos e um mês de governo, sempre a mil por hora, é quase um milagre que esta tenha sido a primeira vez em que Lula teve um problema mais sério e foi internado numa emergência, quando já estava dentro do avião, rumo a Davos, na Suiça, onde receberia o título de “Estadista Global”. Lula sabe que o corpo lhe deu um aviso e que com a saúde não se brinca. Afinal, aos 64 anos, o presidente já não é um garoto, embora muitas vezes assim queira parecer.

Toda vez que os amigos lhe falam que ele poderia viajar menos, falar menos, marcar menos compromissos por dia, Lula faz que não ouve, dá um sorriso, e segue em frente, como se ainda precisasse provar alguma coisa a alguém.

O pique de viagens se acelerou este ano porque Lula quer comandar pessoalmente a campanha do seu partido e, de preferência, levar o PT à vitória, fazendo o seu sucessor, ou melhor, sucessora, custe o que custar. Quando a pressão chega a 18 por 12, é porque alguma coisa está errada, e é preciso repensar a caminhada, lembrar que a vida não é feita só de política.

Mas Lula sempre foi assim, desde os seus tempos de presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, quando o conheci e ficamos amigos, faz mais de trinta anos. Quando está no meio de uma disputa, qualquer que seja, esquece de dormir e de comer, vai à luta e toca em frente, como se o destino do mundo estivesse em jogo.

Qualquer que seja o resultado das eleições de outubro, a biografia dele como presidente já está escrita. Durante as três campanhas presidenciais em que trabalhei como assessor do candidato Lula, sempre lhe dizia que o mais importante era chegar vivo ao final da campanha. E lhe lembrava o que aconteceu com Tancredo Neves, na véspera da posse que não houve.

Agora, o mais importante para Lula, é chegar ao final dos seus oito anos de governo com saúde. O que tinha que fazer, já foi feito, basta apenas administrar o resultado, como fazem os jogadores mais experientes quando a partida está chegando ao final, com o seu time ganhando. Desacelera, te cuida, amigo.

Autor: Ricardo Kotscho

Postagem de teste

Direto de Brasília

Um dia na vida de Zé Alencar, a unanimidade nacional

Atualizado às 8h50 de 28.1
Caros leitores,
viajo daqui a pouco para Belo Horizonte, onde vou participar do lançamento do projeto "Cumplicidade", do meu amigo Bernardino Furtado, jornalista dos melhores, sobre a parceria no trabalho entre duplas de repórteres e fotógrafos, com o lançamento de um livro e a inauguração de uma exposição de fotos. Volto amanhã e conto para vocês como foi.
Em tempo, às 12h30:
meu vôo foi transferido para mais tarde. Vou atualizar o Balaio agora tratando do que aconteceu com o presidente Lula.
Abraços,
Ricardo Kotscho
***
Tinha um amigo dele no interior de Minas, que gostava de falar nas cerimonias e solenidades, mas raramente era chamado. Mineiro matreiro, o que além de rimar chega a ser quase uma redundância, certo dia sugeriu ao prefeito, que presidia a mesa: "Me chama para falar que eu vou falar bem de você". Foi atendido.
Quem me conta a história, dando boas gargalhadas, é o empresário e político José Alencar Gomes da Silva, mais conhecido por "Zé Alencar, o vice de Lula", certamente o único homem público brasileiro hoje que pode ser considerado uma unanimidade nacional _ unanimidade a favor, claro, já que, unanimidade contra, tem um monte.
Ele se lembrou do folclórico personagem da política mineira durante nosso almoço na cantina Generali, um reduto da classe média paulistana, na rua Pamplona, que nem faz parte dos 555 melhores restaurantes paulistanos listados pelo anuário da Veja São Paulo, onde almoçamos na segunda-feira.
Zé Alencar tinha acabado de participar de duas cerimônias para comemorar o aniversário da cidade, a missa solene na Catedral da Sé e um evento na sede da prefeitura, em que o presidente Lula e o governador José Serra foram condecorados por Gilberto Kassab.
O vice não estava na lista de oradores, mas foi chamado a falar _ sem ter pedido, esclarece, ao contrário do seu amigo mineiro da história. Mas falou bem do prefeito Kassab assim mesmo.
É difícil ouvir Zé Alencar falar mal de alguém.  Quase chegando aos 80 anos, é um dos raros políticos capazes de rir de si próprio, não se levar tão a sério, nem se dar tanta importância, embora seja reverenciado, aplaudido e abraçado por onde passa, até na missa da catedral.
Na cantina lotada, toda hora vinha alguém pedir licença para lhe entregar um bilhete, dar um abraço ou apenas dizer que admira sua luta contra o câncer, que já o levou a 15 cirurgias, mas jamais o desanimou. "O Brasil precisa muito do senhor, estamos rezando pela sua saúde", é a frase que mais ouve de pessoas de todas as classes sociais, onde quer que esteja.
E o vice não esconde a emoção cada vez que seu almoço, um belo prato de macarrão com frutos do mar, é interrompido para ler um bilhete escrito no guardanapo, demonstrações de carinho e solidariedade, que vai guardando no bolso do paletó.
Estava saindo para almoçar com a minha mulher para comemorar mais um título do meu São Paulo, quando ele me ligou perguntando se não queria tomar um "golo", que é como os mineiros do interior chamam o aperitivo. Encontrei-o numa mesa no fundo da cantina, acompanhado só do seu inseparável assessor Adriano Silva (sua mulher, dona Mariza, tinha aproveitado as poucas horas em São Paulo, para ir a um shopping).
Sorriso largo, abraço forte, encontrar com ele é sempre uma alegria. Nem parece que o vice veio a São Paulo para mais uma sessão de quimioterapia  e novos exames no Hospital Sírio-Libanes, que fez na manhã desta terça-feira .
É destes exames que depende sua decisão de disputar uma cadeira no senado por Minas Gerais, um plano antecipado aqui no Balaio, no dia do aniversário do presidente Lula, em outubro do ano passado.
Zé Alencar não tem pressa para decidir, jamais se mostra ansioso por nada. "Tudo tem seu tempo certo", costuma ensinar, sem querer dar lições a ninguém. Adora contar causos da velha política mineira, mas, quando se trata dos rumos da política nacional, mais pergunta do que fala, prefere ouvir o que os outros acham.
Nestes seus bate-papos sem hora para acabar, raramente se refere às manchetes dos jornais ou à disputa política em Brasília. Emociona-se com muita facilidade, tanto ao falar da sua vida de menino, da mulher, dos filhos e dos netos _ "em fevereiro nasce minha primeira bisneta!" _, como ao contar para minha mulher cenas de um filme que viu sobre a vida de Chopin.
Cantarola trechos de músicas de Nelson Cavaquinho, Noel Rosa e Chico Buarque para ilustrar o que quer dizer. Poderíamos agora estar num botequim carioca ou na bodega de seu pai, onde ele começou a trabalhar muito cedo, não faria a menor diferença.
Este meu amigo Zé Alencar é o que se pode chamar de bom papo, bom sujeito, bom amigo. Passar algumas horas com ele faz bem para a alma e renova nossas esperanças no ser humano. Tivesse alguns anos a menos e alguma saúde a mais, e certamente agora ninguém estaria discutindo quem será o possível sucessor de Lula.
Autor: Ricardo Kotscho

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Celso Leal (Langara)
Presidente da Associação de Pais e Mestres e Obra do Estudante Pobre
do Colégio Militar do Rio de Janeiro
Funcionário da Companhia Brasileira de Trens Urbanos - CBTU
Jurado Criminal do 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro
Membro da Associação de Anistiados  Ferroviários RJ
Ex Funcionário do Setor de Pagamento da Companhia Municipal de Limpeza Urbana - COMLURB
Assessor Parlamentar do então Vereador Jorge Leite e do Vereador Alexandre Cerruti

langara58@gmail.com

" Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História."
Getúlio Vargas

Assim como Getúlio  Vargas, estou dando o primeiro passo para mudar o conceito popular da tão difamada política brasileira e quem sabe assim, também entrar na História.
Celso Leal (Langara)